domingo, 10 de abril de 2016

Servidores de Lauro de Freitas ganham prêmio por desempenho policial na Bahia

Um total de 9.884 servidores baianos vão receber o Prêmio por Desempenho Policial (PDP), pago pelo Governo do Estado na folha de maio. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a premiação é referente ao ano de 2015 e o investimento será de R$ 15 milhões.

Os servidores que vão ganhar gratificação fazem parte das 21 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) que conseguiram bater a meta de redução de 6% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). Os dados são de 2015, em relação a 2014.

Os servidores terão direito a 50% do PDP, mas poderão receber 75% do valor do prêmio se a AISP que integram fiz parte de uma Região Integrada de Segurança Pública (Risp) que também tenha superado a meta de redução de mortes. Quatro Risps bateram as metas - Atlântico e Central, que ficam em Salvador, RMS e Sul.

“Implantamos na polícia baiana uma metodologia que dá certo em grandes empresas do setor privado. É uma profissão estressante, com altos riscos e que exige uma dedicação 24 horas. O PDP busca motivar e valorizar esse importante serviço público”, diz em nota o secretário da Segurança, Maurício Barbosa.

Os CVLIs incluem homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Na Bahia, a diminuição total na Bahia deste dado foi de 1,1% no ano passado. As regiões que atingiram a meta de reduzir os CVLIs em pelo menos 6% foram as seguintes:

Pituba (-57,1%), Santa Maria da Vitória (-28,9%), Lauro de Freitas (-25,5%), Brumado (-24,3%), Rio Real (-23,8%), Ilhéus (-22,3%), Eunápolis (-21,5%), Itapuã (-21%), Tancredo Neves (-20,7%), Feira de Santana (-20%), Pojuca (-17,3%), Dias D’Ávila (-16%), Itabuna (-13,6%), Liberdade (-13,1%), Camaçari (-12,2%), Guanambi (-8,3%), Brotas (-6,8%), Cruz das Almas (-6,8%), Nordeste de Amaralina (-6,7%), Simões Filho (-4,9%) e Vitória da Conquista (-4,1%).


fonte: Correio

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Pedido de demolição preocupa barraqueiros em Lauro de Freitas




Ação do MPF e da União pede retirada das estruturas das praias.Donos dos estabelecimentos temem prejuízo e demissão de funcionários.


Proprietários de barracas de praia em bairros como Buraquinho, Vilas do Atlântico e Ipitanga, localizados em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, estão apreensivos com a possibilidade de demolição das estruturas construídas há pelo menos 30 anos. Alguns donos de estabelecimentos se reuniram nesta ultima segunda-feira (4) com a prefeitura para buscar uma solução para o impasse.

A derrubada das estruturas foi solicitada em ação do Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA) e da União Federal. A Advocacia Geral da União (AGU) informou que o pedido é baseado nos artigos 20 e 225, § 4º, da Constituição Federal, e no artigo 2º do Decreto-Lei 9.760/46. As normas se referem à utilização dos bens imóveis da União e à preservação do ambiente.

Na ação, conforme a AGU, os órgãos pedem à Justiça que a prefeitura de Lauro de Freitas seja proibida de autorizar qualquer construção, reforma ou instalação de estruturas de concreto ou alvenaria ao longo da faixa de praia.

De acordo com a Justiça Federal, na última quinta-feira (31), foi feita audiência na 13ª Vara Cível, que envolveu representantes da Prefeitura de Salvador e de Lauro de Freitas, do MPF-BA, da Superintendência do Patrimônio da União da Bahia (SPU-BA), do Instituto Chico Mendes (ICMBIO), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da AGU.

Na audiência, o juiz federal Carlos D’Ávila Teixeira determinou que, em 30 dias, técnicos de todas as partes realizassem uma vistoria multidisciplinar em todas as barracas de praia de Lauro de Freitas, indicando todos os nomes dos estabelecimentos e dos respectivos donos, além da estrutura da construção - como lona, palha, alvenaria e plástico - e as condições das fossas de esgotamento.

As praias de Buraquinho, Vilas do Atlântico e Ipitanga possuem cerca de 60 barracas que devem ser afetadas com eventual demolição, segundo a Prefeitura de Lauro de Freitas. O vice-presidente da Associação dos Barraqueiros de Buraquinho, Adenilson Oliveira, disse que a entidade espera que seja feito um acordo para que as estruturas não sejam demolidas, mas sim recuadas da faixa de areia que ocupam atualmente.

“O juiz diz que estamos em área de Marinha. Então somos a favor do recuo. O recuo que não contamine o solo e nem agrida o meio ambiente. Temos interesse que isso [recuo] seja feito. A gente não é a favor de demolir”, afirmou.

O representante da associação está preocupado com os prejuízos aos barraqueiros que investiram nos estabelecimentos também com possíveis demissões de funcionários. Oliveira estima que cada um dos estabelecimentos empregue cerca de oito pessoas, entre garçons e funcionários da cozinha. Também podem ser prejudicados os fornecedores de alimentos, como colônias de pescadores da região, segundo análise do vice-presidente da associação.

Adenilson é dono de barraca há 39 anos em Buraquinho e herdou o espaço da mãe, que era proprietária do espaço. Ele conta já investiu cerca de R$ 50 mil na barraca. “A gente investe a vida toda para manter a família. O prejuízo financeiro da demolição é pai de família sem emprego, além dos meus funcionários sem emprego”, lamenta.

Também proprietária de barraca em Buraquinho, Aida Dourado Queiroz, diz que espera uma solução para evitar a derrubada da estrutura que mantém há mais de 40 anos. Ela afirma que seis funcionários trabalham no local durante a semana e dez nos fins de semana.

“A princípio todo mundo fica apreensivo [sobre possibilidade de remoção]. Temos que esperar o que vai acontecer. Ao nosso alcance não tem nada a fazer, a não ser lutar por uma solução. A melhor opção é fazer recuo. Além de não ficarmos desempregados, não desempregamos a mão-de-obra. Nós queremos trabalhar”, defende.

Discussão
O procurador do município de Lauro de Freitas, Frederico Matos, diz que a prefeitura elabora um projeto de requalificação da orla que contemple o pedido da União e do MPF, e também os donos de barracas da região.

“Cada praia tem ocupação diferente sobre as barracas. As secretarias de Planejamento e Infraestrutura [de Lauro de Freitas] buscam alternativa para que não ocupem área da União e contemple as questões ambientais que estão na ação. Buscamos respeitar o pedido feito pela União e também respeitar os barraqueiros que estão lá há mais 30 anos”, explica Matos.

A prefeitura elaborou um cronograma de reuniões com os barraqueiros que começou nesta segunda (4), e vai até o dia 11 de abril, para avaliar as possibilidades de remanejamento das barracas. Entre as probabilidades, está a opção de recuar os espaços da faixa de areia para calçadas e ou de realocá-las
Fonte: (g1)

Cresce número de mortes associadas à microcefalia na Bahia



Dados foram divulgados pela Secretaria de Saúde nesta terça-feira (5).Segundo o órgão, das 563 notificações da doença, 171 foram confirmadas.

De acordo com o órgão, o novo registro de morte foi em Ilhéus, no sul do estado. Antes, já tinham sido registrados óbitos nos seguintes municípios: Alagoinhas (1), Anguera (1),Camaçari (3), Conceição do Jacuípe (1),Cravolândia (1), Crisópolis (1), Monte Santo(1), Barro Preto (1), Campo Formoso (1),Itabuna (1), Itapetinga (1), Olindina (1),Salvador (6), Tanhaçu (1), Esplanada (1),Feira de Santana (1), Presidente Tancredo Neves (1), Santo Antônio de Jesus (1),Simões Filho (1) e Senhor do Bonfim (1).

O número de mortes associadas à microcefalia na Bahia subiu para 28, conforme balanço que compreende o período de outubro de 2015 até 2 de abril. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) nesta terça-feira (5). O último balanço, divulgado no dia 29 de março, apontou 27 óbitos.

De acordo com os novos critérios de perímetro cefálico estipulados pelo Ministério da Saúde, o balanço atualizado da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia aponta 563 casos notificados em 128 municípios. Desses, 232 foram investigados com a realização de exame de imagem e/ou exame laboratorial, sendo 171 confirmados e 61 descartados.

Boletim divulgado pela Sesab no dia 29 de março apontou que o número de mortes associadas à microcefalia havia subido de 24 para 27 no estado da Bahia. Estes dados já levaram em consideração os novos parâmetros indicados pelo Ministério da Saúde, que determinam as notificações de microcefalia para bebês do sexo masculino com perímetro cefálico menor que 31,9cm, e para bebês do sexo feminino com perímetro cefálico menor que 31,5cm.

Antes, a notificação de microcefalia levava em consideração o perímetro cefálico menor ou igual a 32 cm para diagnóstico da doença.






Fonte: (g1)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Delegado morto na porta de casa em Lauro de Freitas é enterrado em Salvador

Foto: Dalton Soares / TV Bahia
O delegado de Polícia Civil Luís Carlos Couto, assassinado a tiros em frente ao condomínio onde morava na tarde de sábado (2), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, foi sepultado neste domingo (3). O enterro foi realizado no cemitério Ordem Terceira, na Baixa de Quintas, em Salvador. A polícia permanece sem mais informações sobre o caso. Até o momento, ninguém foi preso. O crime ocorreu por volta das 13h de sábado. Couto saiu para jogar o lixo fora quando suspeitou de dois homens que estavam próximo ao condomínio. Ao voltar para casa, pegar a arma e sair à rua para o local onde estavam os suspeitos, houve troca de tiros e o delegado foi atingido no peito. O delegado chegou a ser socorrido ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu aos ferimentos.
Fonte: Bahia Notícias

sábado, 2 de abril de 2016

Delegado é morto a tiros na porta de condomínio em Lauro de Freitas

Luís Carlos Couto trabalhava na 11ª Delegacia, no bairro de Tancredo Neves, em Salvador

O delegado da Polícia Civil, Luís Carlos Ribeiro Couto, 59 anos, morreu no início da tarde deste sábado (2), depois de ser baleado por dois suspeitos quando saía de sua residência, localizada em um condomínio em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 13h. Luís Carlos saiu para jogar o lixo fora do condomínio Vila Atlântica, onde morava e era o síndico, quando suspeitou de dois homens que estavam nas imediações do local. Segundo testemunhas, os homens estavam próximos a dois carros suspeitos parados na rua. O delegado voltou para casa e pegou uma arma. Ao retornar ao local onde os suspeitos se encontravam, houve troca de tiros e o delegado acabou atingido no peito. A mulher dele veio logo atrás e o abraçou. Foi quando os criminosos fugiram.

Dois pedreiros, que trabalhavam numa obra próxima, e mais dois vizinhos, correram para socorrer o delegado Couto, alvejado no peito. Um deles levou a vítima até o hospital. Conforme relatos de vizinhos, que preferiram não se identificar, cinco disparos foram ouvidos. Além do tiro que atingiu o delegado, outras duas marcas de tiros puderam ser identificadas no local.


Uma equipe da PM chegou a ser chamada, mas ao chegar ao local ele já havia sido socorrido pelos familiares. De acordo com a Polícia Civil, Luís Carlos Couto trabalhava como plantonista na 11ª Delegacia, localizada no bairro de Tancredo Neves. 

Câmeras registraram crime
A Polícia Técnica recolheu imagens de câmeras de segurança na região para serem analisadas. Segundo policiais ouvidos pelo CORREIO no local do crime, as imagens mostram o momento em que o delegado é baleado e devem ajudar a elucidar o crime. Segundo a polícia, quatro testemunhas do crime já foram ouvidas sobre o caso.

O corpo de Luís Carlos Ribeiro Couto foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e vai passar por perícia antes de ser liberado para o sepultamento. Os suspeitos ainda são desconhecidos. O caso vai ser investigado pelo delegado Joelson Reis, da 23ª Delegacia (Lauro de Freitas), e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Equipes da Polícia Militar, do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) fazem buscas na região onde o crime aconteceu.

Couto deixa esposa, com quem morava, e uma filha adulta. A família não quis falar com a reportagem. No local do crime, moradores disseram que o delegado era uma pessoa animada, que tratava bem as pessoas e tinha um bom relacionamento com os vizinhos.
Fonte: Correio da Bahia

Justiça determina demolição de barracas em Lauro de Freitas

Barraca Odoyá funciona em Vilas há 28 anos e é uma das oito que são alvos da ação judicial na área


"Estamos numa situação crítica, aqui têm mães e pais de família, trabalhadores que correm risco de ficar desempregados", disse Adenilson Oliveira, vice-presidente da Associação dos Barraqueiros de Buraquinho. Essa é a realidade dos donos de barraca de praia de Lauro de Freitas, após a decisão da Justiça Federal de demolir 58 estruturas na orla da cidade.

Uma audiência de conciliação sobre a ação civil pública realizada, na última quinta-feira, na Justiça Federal em Salvador, contou com representantes do Ministério Público Federal (MPF), Advocacia Geral da União (AGU), Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), prefeituras de Salvador e Lauro de Freitas.

Na oportunidade, não se definiu uma data para que isso ocorra, mas a determinação é alvo de preocupação também para frequentadores das praias da região. Serão demolidas 12 barracas da praia de Ipitanga, oito de Vilas do Atlântico e 38 barracas na praia de Buraquinho.

Rita de Cássia Campos, 45 anos, é moradora de Vilas do Atlântico e frequentadora da barraca Odoyá. "Acho que vai perder a estrutura e a praia ficará deserta. Deve-se entrar num consenso para que as pessoas cuidem mais da praia", sugeriu.

Bancária da cidade de Belo Horizonte (MG), Patrícia Moura, 29 anos, veio pela primeira vez na praia de Vilas e ficou surpresa ao saber da possibilidade de demolição. "Como turista, eu busco estrutura. Aqui na praia, a barraca tem ducha, boa comida e atendimento", lamentou.

A barraca Tia Dete tem 30 anos na praia de Buraquinho. "A Justiça diz que a gente ocupa um espaço irregular, mas nós construímos isso aqui com financiamento do BNDES, em 1992, e foi aprovado pelos órgãos competentes em um projeto de requalificação da orla na época", questiona Adenilson Oliveira.

Carla Guimarães, proprietária da barraca Odoyá, em Vilas do Atlântico, ocupa o espaço há 28 anos. "Estamos muito tristes. Há um projeto, que é ficar na beirada do calçadão, com umas dez mesinhas, e pra gente não há possibilidade de sobreviver dessa forma", explicou.


Anteprojeto

A assessoria da prefeitura de Lauro de Freitas disse, em nota, que reforçou no encontro a preocupação com a questão social das famílias que atuam nas barracas.

Além disso, encaminhou um relatório da Vigilância Sanitária sobre a situação das estruturas dispostas na orla da cidade e fez o levantamento de todas as barracas para a Justiça Federal.

A próxima audiência está agendada para o dia 31 de maio. Um anteprojeto foi desenvolvido, entretanto, a prefeitura alega não dispor de recurso.

Fonte: Atarde