Sogro também foi preso. Mulher, irmão e cunhado do político são também investigados de participar de organização criminosa
O vereador Antonio Elinaldo Araújo da Silva (DEM), 44 anos, pré-candidato a prefeito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi preso na manhã desta quinta-feira (10), suspeito de integrar uma organização criminosa, identificada como O Pinta, envolvida na exploração de jogos de azar (jogo do bicho), sonegação de impostos, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) em Camaçari, o grupo agia na própria cidade há 28 anos.
Além de Elinaldo, foi preso o sogro dele, Pedro de Souza Filho, 71. Os dois já estão no Complexo Penitenciário da Mata Escura. O idoso foi localizado no bairro 2 de Julho, no Centro de Camaçari, e não resistiu à prisão. Já o vereador foi detido durante sessão na Câmara Municipal. Ele também não resistiu à abordagem da polícia.
Vereador foi um dos presos
(Foto: Hericks Trabuco/Ascom Câmara Municipal de Camaçari)
Foram pedidas ainda as prisões preventivas do irmão do vereador, Cristiano Araújo da Silva, 27, e do cunhado do político, Ivan Pedro Moreira de Souza, 43. Eles não foram localizados pela polícia e são considerados foragidos. A mulher do vereador, Ivana Paula Pereira de Souza da Silva, também denunciada por envolvimento na quadrilha, não chegou a ter o pedido de prisão solicitado.
A investigação, promovida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), verificou que houve enriquecimento ilícito de pelo menos R$ 5 milhões somente entre 2011 e 2014. A apuração em torno do grupo foi iniciada em outubro do ano passado, com a Operação Caronte, em conjunto com o MP-BA, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco).
Com as informações, o MP-BA decidiu solicitar o bloqueio dos valores nas contas correntes dos denunciados e o fechamento de três boxes utilizados pela organização para a exploração de jogo do bicho, no Centro Comercial de Camaçari.
O advogado Gamil Foppel, que defende o verador, informou em nota que vai recorrer da decisão. Ele disse que está reunindo a documentação para entrar com um pedido de habeas corpus e disse que era desnecessária a prisão dentro da Câmara. "Não havia a menor necessidade de cumprir o mandado dentro da câmara de vereadores, principalmente quando o investigado tem endereço certo e sabido pelas autoridades", diz a nota.
Foppel afirmou também que o vereador foi ouvido por diversas vezes durante a investigação e classificou a prisão do Edil como "estapafúrdia". Ainda segundo ele, não compete aos magistrados de Camaçari julgar o caso, mas à Justiça Federal, e a prisão preventiva é ilegal.
Força-tarefa
Composta por seis promotores e três juízes de direito, a força-tarefa, em parceria com a investigação da polícia, constatou que a organização movimentou a quantia de R$ 5 milhões, sem que houvesse a comprovação de uma fonte legal. As análises técnicas das quebras de sigilos bancários e fiscal foram realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro, da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Fonte: Correio da Bahia
Fonte: Correio da Bahia

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